segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Escrita livre


Numa estrada a alta velocidade com o vento a bater de frente, que só vê pequenos fragmentos de carros e luzes e postes e portagens e mais portagens...

A chegar a uma cidade grande com prédios muito altos, avista-se muito fumo e confusão e pequenos pontinhos a andar de um lado para o outro, mais luzes e luzinhas, vidros e cimento. A imagem está a ficar desfocada e tudo pára de repente.

Mas flutua-se e a sensação é boa, muito boa. O sol bate mesmo de frente e vê-se o mar num tom de prata. Parece um daqueles dias de fim de praia, quando estamos cheios de sal e a pele a estalar de tanto sol.

Esta imagem mantém-se até que o vento começa a mudar e muda tudo, está uma imagem toda verde, só verde. E vem um aroma de fruta doce, parece pêssego ou ameixa, mas é um bom aroma no ar.
 
De ramo em ramo, de folha em folha, eis exposta ao sol, quando de repente se vê um clarão...

Bate as asas tão forte que ultrapassa a velocidade da luz, tem uma visão tão apurada que consegue ver para além do clarão...

Uma simples mosca numa viagem de 50 segundos. :)