quarta-feira, 8 de maio de 2013

Small is beautiful


Há uma certa tendência para se pensar que um restaurante pequeno não tem capacidade para vencer num mercado onde as grandes cadeias determinam as regras do jogo. Os clientes podem passar a porta de um restaurante pequeno e não entrar, a não ser que se mostre quem somos e o que fazemos que os outros não fazem.

Mostrar familiaridade, as grandes cadeias são conhecidas porque todos os dias somos bombardeados pela sua publicidade. E necessário ter uma sinaléctica na porta, bem visivel do outro lado da estrada, é preciso criar um logotipo que defina o conceito do restaurante e uma pequena frase que se leia rápido e defina a missão do restaurante (esta frase deve-se repetir noutros sitios do restaurante).

Ter cartões de negócio. Pode pensar que não é necessário mas, na realidade é muito importante. Porque da próxima vez que alguém falar do seu restaurante a outra pessoa, não vai esquecer o nome, porque tem o cartão de negócio e mostra. E necessário que seja um cartão vistoso e pomposo com o logotipo e a tal frase...

Qual a especialidade do restaurante? Tem alguma? E bom que a tenha. Tem que se dar uma razão aos clientes para se deslocarem ao restaurante. Seja ela uma boa massa, pizza ou só produtos locais, ou a melhor sobremesa, ou recebe bem as crianças ou é vegetariano. O que oferece que os outros grandes restaurantes não oferecem?

Fazer parcerias com outros comerciantes locais. Os únicos concorrentes são os outros restaurantes. Com estas parecerias pode dividir custos de publicidade, complementar serviços, angariar novos clientes, trocar descontos, etc...

Ter sempre boas promoções. Manter as margens altas de forma a que se possa sempre fazer promoções que valham a pena entrar no restaurante. Aprender com os supermercados locais é uma boa técnica. Os preços destas promoções devem ser mesmo baixos e, muitas vezes até podem não fazer ganhar o que se espera mas, a realidade é que gera rotação de clientes e, muitas vezes vender itens do menu que até o próprio cliente não esperava consumir.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atrair o turista pela Gastronomia


A comida sempre desempenhou um papel importante no sector do turismo. As estatísticas indicam  que o jantar é uma actividade muito importante quando se viaja. O impacto que a imagem de um restaurante pode criar só num simples jantar pode afectar a opinião acerca de um país. Podemos sair de barriga vazia de um restaurante mas, as nossas memórias ficam sempre.

Então o que procuram os turistas? Qualidade (serviço/comida&bebida), experiência, cultura. E, como devemos combinar estas variáveis de forma a criarmos uma boa percepção ao cliente? Pois, é preciso investigar...tudo depende da localização do restaurante. Do que o cliente procura na zona de influencia desse restaurante (desde a ida a um cinema ou concerto, a um passeio cultural).

Tudo tem de ser pensado ao pormenor e não devemos esquecer que tudo o que é novidade cria novos mercados e logo novas oportunidades de negócio. Mas no entanto o risco será também maior. Por isso, convém definir em que nicho o turista terá mais interesse na comida, assim definimos seis principais nichos (de maior interesse para menor interesse na comida respectivamente): Gourmet, Gastronómico,  Cozinha, Culinário, Rural/Urbano e Viajar. 

Mas, independentemente do segmento em que o turista se inclui, muito se tem debatido que o mais importante ainda continua a ser 1º o destino da viagem e 2º as tendências da gastronomia. Por isso, o focus de um restaurante deve estar sempre na reformulação do serviço/produto que se oferece.

sábado, 4 de maio de 2013

Fast Food Gourmet


Não há muito tempo, o aparecimento de restaurantes que servem o novo hamburguer "gourmet" é o equivalente a massificação da histeria das espumas, não será tempo para fazer uma pausa? Repensar a gastronomia e diversificar a oferta?

Claro que funciona, com uma classe média rendida a "food porn" fácil de digerir porque são carnes moídas de todos os tipos e feitios. Mas, será bom, valerá a pena o dinheiro que se gasta num conceito já tão vulgarizado? Quem ganha mais com isto? Não estaremos a apoiar indirectamente uma indústria que nos está a levar para maus hábitos alimentares?

Claro que a culpa é da recessão económica que estamos a passar e, o boom de comer fora está a abrandar e, comparar um bom de um mau hamburguer é muito fácil e é optimo fazer blogs acerca deste tema, porque toda a gente se interessa, o custo de produção é barato e o palato é fácil de agradar, tão fácil como agradar uma criança.

Também, não há sinais que este movimento "gourmet" vá abrandar mas, será que as nossas artérias vão aguentar, ninguém se está a preocupar com a saúde dos clientes? Eu acredito que o abuso dos hidratos de carbono e do sal irão aumentar mas, será que os críticos e bloggers gastronómicos não poderão ter um papel mais activo de chamar a atenção para uma alimentação mais consciente e saudável?  

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gaston Acurio Receives Global Gastronomy Award

Gaston Acurio Receives Global Gastronomy Award

Comida - Uma arma social


Uma das grandes tendências da gastronomia é o conceito de mudar a forma como as pessoas olham e vêem a comida, não só no espaço do seu prato ou da sua mesa mas a todos os níveis sociais e económicos.

Estamos perante um momento de muitas contradições, por um lado as grandes empresas a tentarem diversificar a sua oferta de produtos e a globalizar os gostos e as opiniões e, por outro os micro produtores a tentarem ocupar o seu espaço num mercado cada vez mais competitivo.

Temos o exemplo dos melhores restaurantes do mundo que tem conceitos inovadores a nível da preparação e apresentação dos seus pratos ao cliente final mas também a aplicarem técnicas de gestão mais conservadoras em relação a compras de matérias primas locais.

Muitos são os chefs que já entenderam que é urgente relocalizar os seus estabelecimentos comerciais, mais perto dos produtores locais de forma a baixarem os seus custos nas compras assim como a terem um papel mais activo nas comunidades locais.

A necessidade de formar uma nova geração é urgente. A globalização obriga a resumir uma identidade local, a redefinir objectivos, a unir vários sectores da economia local num objectivo comum e de fácil percepção.

A arma é a informação e a nova guerra tem a ver com mudar atitudes, com a consciência de que (a causa e efeito) são sustentáveis e favorecem a vida no dia-a-dia das pessoas.